Magia e História: Resenha do filme ‘A Invenção de Hugo Cabret’

O que você vai encontrar nesse post:

  1. Referências do filme
  2. Crítica

Este post foi particularmente difícil para eu escrever porque ele trata de um filme cujo as referências cruciais são muitas, todas de extrema importância e é absolutamente impossível não dar o mesmo destaque aos seguintes nomes: Martin Scorsese, Georges Méliès, Brian Selznick e Júlio Verne.

1. Referências do filme

A Invenção de Hugo Cabret é um filme de 2012 dirigido pelo fantástico Martin Scorsese. A história é baseada no livro, que carrega o mesmo nome, de Brian Selznick. Já a inspiração de Selznick foram as obras de Georges Méliès, responsável pelos primeiros filmes da história. Georges Méliès por sua vez criou o famoso filme “Le Voyage Dans la Lune” (Viagem à Lua), inspirado no livro “Da terra à lua” de Júlio Verne. Pronto! Olhando a imagem que eu preparei abaixo você vai conseguir visualizar esta ordem com mais clareza:

 

Eu como comunicóloga não podia deixar de conhecer um pouco das obras de Georges Méliès, também já tinha lido o livro “Da Terra à Lua” de Júlio Verne e minhas obras de arte favoritas, em telas, estão lá no museu d’Orsay (essa associação ao museu eu já explico alí embaixo na crítica). Então você pode imaginar o quanto eu fiquei feliz e na expectativa com o lançamento desse filme. E é assim com qualquer coisa! Quando você tem maior conhecimento sobre determinado assunto, mais você se interessa pelas outras coisas que tratam sua área de conhecimento como referência. É gostoso ligar histórias e isso enriquece nossa bagagem cultural!

Da Terra à Lua – Júlio Verne (Jules Verne)

 

2. Crítica

O filme A Invenção de Hugo Cabret é uma adaptação maravilhosa do romance de Brian Selznick, (The Invention of Hugo Cabret). Filmado em 3D, o longa dá vida tanto às imagens do texto quanto à narrativa escrita. A obra segue o livro fielmente, com apenas algumas pequenas alterações. A sequência de abertura com sua cinematografia inovadora define o cenário para o mistério e encantamento da história. 

O longa se passa no ano de 1931 em Paris, a maior parte da ação se passa na estação ferroviária Gare d’Orsay, onde é atualmente o Museu de Orsay (Você pode explorar mais de 60 museus e outras atividades culturais de Paris com um super desconto adquirindo aqui o Paris Museum Pass, caso queira conhecer melhor as vantagens, clique aqui para descobrir tudo que você terá acesso e qual será sua economia com o Paris Museum Pass). Lá, Hugo Cabret, recentemente órfão, vive sozinho em suas paredes e mantém os relógios funcionando. Sua rotina é de sobrevivência e de convívio diário à agitação da estação ferroviária. Mas a chave da história gira em torno de um autômato (uma máquina ou robô que se opera de maneira automática) que ele está tentando consertar e que acredita conter uma mensagem de seu pai morto; por meio de seus esforços, ele torna-se amigo de Isabelle, uma jovem em busca de aventura. A amizade e a chave de Isabelle que dá vida ao autômato levam à descoberta de que seu padrinho é o famoso cineasta Georges Méliès. 

É aqui que o filme ganha impulso e uma mudança de foco, à medida que o público recebe insights sobre a arte de fazer filmes e detalhes da história cinematográfica. A beleza e o design cinematográfico dessas cenas as tornam dignas de um estudo atento à história da 7ª arte.

 

 

Eu no relógio do Museu de Orsay, o mesmo de quando o local abrigava a estação de trem e o mesmo relógio do filme.

 

O filme recebeu críticas extremamente positivas, os elogios foram principalmente relacionados ao visual, atuação e direção. Alguns críticos o consideraram o melhor evento visual em 3D da década. No Oscar, A Invenção de Hugo Cabret recebeu 11 indicações e foi premiado com cinco Oscars – de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som. A Invenção de Hugo Cabret também ganhou dois BAFTAs e foi indicado para três Globos de Ouro, dando a Martin Scorsese seu terceiro Globo de Ouro de Melhor Diretor.

Sinceramente eu fiquei bem desapontada do filme não ter levado a estatueta de melhor filme, sem querer desmerecer “O Artista” de Michael Hazanavicius, eu achava que nenhum dos concorrentes tinham a menor chance. De qualquer forma, recomendo assistir todos os filmes que foram indicados na categoria Melhor Filme do Oscar daquele ano de 2012. Realmente a concorrência estava incrível naquele período.

Aqui eu conto mais um pouquinho sobre Georges Méliès e os detalhes da obra mais conhecida dele: Le Voyage Dans La Lune.

Espero ter contribuído para sua bagagem cultural!

Leave a Comment

Your email address will not be published.